24/11/2015

Alegria



Eu sou do mundo e principalmente do meu mundo habitado pela alegria mesmo que passageira. Sou dos atalhos por pressa, sou da ventania por impaciência. 
Sou do mato por natureza. Sou da banalidade pela extrema necessidade de desafogar as culpas.
Sou de chorar, de sorrir, de cantar o meu canto silencioso e desafinado em qualquer lugar. 
 Sair à francesa, administrar a minha liberdade. Sou da nova. Sou de bossa nova na veia. Sou do fone de ouvido no bidê. 
De não restringir minhas vontades. Sou das campanhas de paz. Sou dos bailes da vida. Sempre fui assim. Sou de caminhar firme. 
Sou de tocar. Sou de viver.
Sou de dispensar controle remoto por causa de um abraço. 
Ita Portugal

Um comentário:

VCaparroz disse...

Sou da ilusão. Das confusas idas e vindas. Da insistência pela história. Sou de acreditar. De me perder nos romances. De entregas e depois arrependimentos. Sou da saudade dolorida. Das esperas angustiantes.
Sou vida.